A Dicotomia da Gestão
de Estoques
Existem estoques ao longo dos diversos pontos
da cadeia produtiva: no fornecimento de matéria-prima,
no processo produtivo da empresa, nos canais de
distribuição até o consumidor
final. Existe muita variação da
quantidade e natureza dos estoques em função
do tipo de indústria na qual a empresa
atua, do comportamento do mercado consumidor (expansão,
estável, recessivo), do período
ou sazonalidade das vendas, do acesso aos fornecedores.
Os estoques têm duas funções
básicas: alimentar a produção
ou suprir as vendas. Naquela função,
visam permitir produção sem paradas
- eliminando riscos de paradas na produção
decorrentes de problemas no abastecimento –
e melhorar a eficiência do processo produtivo
– permitindo períodos mais longos
de produção, considerados mais eficientes.
Na função de suprir as vendas, os
estoques visam atender as flutuações
da demanda e, por conseqüência, melhorar
o nível de serviço ao cliente. É
importante que as empresas atendam, de maneira
personalizada e com agilidade, com os menores
custos possíveis, as necessidades da cadeia
de abastecimento para que não percam o
timing de fornecimento do produto ao cliente,
uma vez que este é um dos fatores preponderantes
para a agregação de valor ao produto.
Enquanto as funções acima induzem
a adoção de grandes quantidades
de estoques ao longo da cadeia produtiva, análises
econômicas se contrapõem no sentido
de reduzir ao mínimo possível a
quantidade de estoques, buscando, se possível,
a situação ideal de não se
ter estoque.
A abordagem econômica dos estoques considera
que existem custos associados e a empresa perde
a oportunidade de outros investimentos de capital.
Os custos associados à manutenção
do estoque (capital, armazenagem, movimentação,
seguros, impostos, obsolescência, avarias
e juros) geram despesas, que afetam o lucro da
empresa.
O investimento em estoque influencia a rentabilidade
da empresa ao absorver capital que poderia ser
investido de outra maneira. É um valor
muito representativo no balanço das empresas,
onde aparece como um elemento do ativo circulante.
É o elemento do mix logístico com
impacto visível sobre o resultado financeiro
da empresa.
Considerando a dicotomia pró e contra
os estoques, o seu gerenciamento é elemento
fundamental no processo de gestão das organizações.
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